Esquema das adaptações autonômicas, hemodinâmicas e vasculares que podem explicar a redução da pressão arterial após o treinamento físico em pacientes hipertensos. No vaso, o treinamento físico promove o aumento do óxido nítrico (ON) endotelial, diminui a razão parede/luz e o estresse oxidativo. Em conjunto, essas adaptações vasculares explicam a possível melhora na complacência vascular, o que resulta no aumento da sensibilidade do nervo depressor aórtico e conseqüentemente na sensibilidade barorreflexa arterial. Por sua vez, a melhora na sensibilidade barorreflexa arterial está diretamente associada à redução dos níveis pressóricos, o que pode ser mais um mecanismo para explicar a melhora na complacência vascular. A melhora da sensibilidade barorreflexa arterial também pode ser explicada pela diminuição dos níveis centrais de angiotensina II (Ang II). Adicionalmente, no sistema nervoso central, o treinamento físico promove a diminuição do número de sinapses excitatórias que, juntamente com a diminuição dos níveis centrais de Ang II, pode também explicar a diminuição da atividade nervosa simpática. Além disso, uma possível melhora no controle quimiorreflexo, mediada pelo aumento da disponibilidade do ON após o treinamento físico, também contribui para a diminuição da atividade nervosa simpática (ANS). Paralelamente, a diminuição da atividade simpática está associada à redução da resistência vascular periférica (RVP) e freqüência cardíaca (FC), diminuindo assim o débito cardíaco (DC) e, em conseqüência, a pressão arterial. Por fim, a diminuição da atividade neuronal do hipotálamo posterior reduz, de forma direta, os níveis pressóricos.
http://www.ufjf.br/caminhada/files/2009/02/socerj-laterza-mc1.pdf

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